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Storytelling para marcas: como contar a história da sua empresa de um jeito que as pessoas queiram ouvir

Storytelling para marcas: como contar a história da sua empresa de um jeito que as pessoas queiram ouvir

Toda empresa tem uma história. A maioria delas não sabe como contá-la de um jeito que o público queira ouvir.

O problema não é a história em si — é a forma como ela costuma ser narrada. "Fundada em tal ano, com tantos anos de mercado, comprometida com a qualidade e a satisfação dos clientes." Esse texto genérico poderia descrever qualquer empresa em qualquer setor, e é exatamente por isso que não cria conexão com ninguém.

Storytelling não é sobre contar o que aconteceu. É sobre fazer o ouvinte se importar com o que aconteceu — e sentir algo a respeito.

OS ELEMENTOS DE UMA HISTÓRIA QUE CONECTA

As histórias que funcionam no marketing de marcas têm alguns elementos em comum. O primeiro é o conflito: toda boa história tem um problema a ser resolvido, um obstáculo a ser superado ou uma dúvida a ser respondida. Sem conflito, não há tensão — e sem tensão, não há interesse.

O segundo é o protagonista com o qual o público se identifica. Nas marcas, esse protagonista pode ser o fundador, um cliente que teve uma transformação graças ao produto ou serviço, ou o próprio público — quando a narrativa coloca o cliente como herói da história e a marca como o guia que o ajuda a chegar onde quer chegar.

O terceiro é a transformação: a distância entre o antes e o depois. O que mudou por conta dessa história? O que é diferente no final em relação ao começo? Essa transformação é o que dá sentido à narrativa e é o que o público vai lembrar.

A HISTÓRIA DA CORE COMO EXEMPLO

A Core nasceu de uma decisão tomada por dois caras apaixonados por marketing e comunicação, em um momento em que o mercado oferecia um modelo de agência que não satisfazia nem a eles nem aos clientes que atendiam. O conflito estava ali: como entregar estratégia real, com visão 360º e resultado mensurável, dentro de uma estrutura que respeitasse os limites de cada negócio?

A resposta foi criar algo diferente: uma startup de comunicação que não entrega o óbvio, que usa tecnologia como diferencial e que trata o posicionamento de cada cliente como o ativo mais valioso do processo. Essa é uma história com conflito, protagonistas, decisão e transformação — e é muito mais fácil de lembrar e de compartilhar do que uma lista de serviços.

COMO APLICAR O STORYTELLING NA COMUNICAÇÃO DA SUA MARCA

O primeiro passo é identificar as histórias reais que existem dentro do negócio: a história da fundação, as histórias de superação de crises, as histórias de clientes que tiveram resultados extraordinários com o produto ou serviço. Essas histórias existem — só precisam ser descobertas e estruturadas.

O segundo passo é escolher o formato certo para cada canal: o vídeo curto para as redes sociais, o artigo de blog para um público que quer profundidade, o podcast para quem consome conteúdo enquanto se desloca. A mesma história pode ser contada de formas diferentes dependendo do canal e do momento da jornada do cliente.

O terceiro passo — e o mais importante — é a consistência. Uma marca que conta histórias de forma esporádica constrói pouco. Uma marca que mantém uma narrativa coerente ao longo do tempo, reforçando os mesmos valores e a mesma identidade em cada ponto de contato, constrói algo muito mais poderoso: uma relação.