
Rebranding: por que tantas marcas estão revendo seu posicionamento
Se você acompanha o mercado, provavelmente já percebeu: algumas das maiores marcas do mundo estão mudando o seu posicionamento, como a Jaguar, o Instagram e a Apple.
Novas identidades visuais, novos posicionamentos, mudanças no tom de voz e até revisões mais profundas sobre aquilo que essas empresas querem representar.
O mercado mudou, junto com o comportamento das pessoas e isso influenciou a percepção de valor das empresas. Porque agora o público enxerga as empresas de forma diferente, então chegou a hora de se adaptar.
Rebranding se tornou necessidade no mercado
Durante muito tempo, quando se falava em rebranding quase todo mundo pensava em mudar a logo e a paleta de cores com uma campanha de nova fase, mas agora o público exige mais das marcas e precisa de mais que isso para notar uma marca.
O rebranding atual se tornou uma decisão estratégica, ligada à cultura, comportamento, governança e experiência que a empresa entrega ao mercado.
E exemplos recentes mostram que essa discussão já chegou a grandes empresas, como:
- Walmart (2025): refletir sua evolução como varejista omnichannel mais digital.
- PepsiCo (2025): representar a nova era da empresa e o seu futuro.
- BRQ Digital Solutions (2026): refletir uma operação mais madura e sua nova fusão com a Weme.
Em comum, os três casos mostram algo importante: a transformação visual reflete uma transformação maior.
As empresas mudam porque as pessoas também mudam
A percepção de valor de uma empresa está diretamente relacionada à cultura geracional.
Enquanto empresas constroem seus produtos e suas estratégias, o público também passa por mudanças profundas. Um exemplo disso está acontecendo diante de nós: o Brasil está envelhecendo.
Segundo as projeções do IBGE, pessoas com 60 anos ou mais representavam 8,7% da população brasileira em 2000. Em 2023, essa participação já havia chegado a 15,6%. Para 2070, a projeção é de aproximadamente 37,8%.
O envelhecimento populacional não é responsável pela onda de rebranding, mas revela que o público nunca permanece o mesmo.
Novas gerações entram no mercado consumidor, enquanto outras permanecem economicamente ativas por mais tempo. Referências culturais coexistem. Há diferentes relações com tecnologia, consumo, atendimento, preço, propósito e experiência.
A tecnologia aumentou a velocidade dessa adaptação
Se as mudanças sociais já obrigavam empresas a rever sua comunicação ao longo do tempo, a evolução tecnológica adicionou uma nova camada ao desafio: velocidade.
Cada transformação tecnológica cria novos pontos de contato, que geram mudanças:
- Descoberta de empresas;
- Pesquisa de mercado;
- Comparação de produtos;
- Compras;
- Lealdade e confiança em uma marca.
Cada fase do funil está precisando de adaptação para o nível elevado de complexidade que essa nova era trouxe. As empresas precisam acompanhar mudanças que acontecem simultaneamente em plataformas, comportamento, tecnologia e cultura.
E existe um paradoxo nisso: quanto mais rápido o mercado muda, maior a tentação de seguir todas as tendências.
Mas acompanhar o mercado não significa correr atrás de cada novidade.
Então, sua marca precisa mudar?
A necessidade de mudança segue o comportamento do mercado e as transformações da população. Então, você precisa saber se a sua comunicação está respondendo o que o público busca.
Nesse contexto, empresas relevantes não serão necessariamente aquelas que mudam mais rápido. Serão aquelas capazes de entender o que precisa evoluir e o que precisa permanecer.
Na Core, essa reflexão também chegou até nós.
Percebemos mudanças no comportamento das pessoas, nas plataformas, na tecnologia e na velocidade com que o mercado se transforma. E entendemos que acompanhar esse movimento também exige olhar para dentro.
Porque, às vezes, evoluir não significa deixar para trás aquilo que você construiu.
Significa garantir que a forma como o mercado enxerga você continue acompanhando aquilo que você está se tornando.
O mundo não fica parado. As marcas também não podem.